A coruja é a ave soberana da
noite. Ao longo da história da humanidade, tem simbolizado a reflexão, o
conhecimento racional e intuitivo, sabedoria, mistério, inteligência e diversas
crenças relativas ao mundo espiritual. Ela tem a capacidade de enxergar através
da escuridão, conseguindo ver o que os outros não veem.
Os gregos consideravam a noite como um período
propício para o pensamento filosófico. E sendo a coruja um pássaro noturno,
acabou sendo escolhida para representar essa busca do saber. Na mitologia
grega, Athena, a deusa da sabedoria, tinha a coruja como símbolo. Athena traz
pousada em sua mão direita a figura da ave noturna que, segundo a lenda,
revelava-lhe as verdades invisíveis. Já no Império romano, a ave era tida como
animal agourento, seu canto anunciaria que a morte estava próxima.
A
grande capacidade de visão e audição a torna exímia caçadora
Esta qualidade lhe dá a
vantagem quando procura comida.
O termo "coruja"
geralmente é aplicado ao pai ou a mãe que ressalta com certo exagero as
qualidades dos filhos. São extensivos a outros familiares como tios, avós e
outros.
No folclore brasileiro consta que, pra que seus
filhotes não fossem vítimas de predadores, a coruja lhes avisava - seria fácil
reconhecê-los, eles eram os "mais bonitos" da floresta. Daí o dito
popular: "Toda a coruja gaba-se do seu toco". Assim como uma mãe
elogia seus rebentos, mesmo sabendo que todo recém-nascido não tem (ainda) nada
de beleza.
A coruja é escolhida como
mascote dos escoteiros e é o símbolo dos cursos universitários de Filosofia,
Pedagogia e Letras.
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